O vitiligo é uma condição de pele que desperta muitas dúvidas e, por vezes, estigma social. No entanto, a ciência tem avançado significativamente no entendimento e manejo dessa enfermidade. Em 2020, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) publicou um consenso inédito que estabelece as melhores práticas para o tratamento no Brasil.

Este guia educativo foi elaborado para ajudar você a entender o que é o vitiligo, quais são as opções atuais de tratamento e o que há de mais moderno na medicina, sempre com base nas evidências científicas mais seguras.

O que é o Vitiligo?

O vitiligo é uma doença autoimune da pele e das mucosas. Ele ocorre quando o sistema imunológico ataca por engano os melanócitos, que são as células responsáveis por produzir a melanina (o pigmento que dá cor à nossa pele). O resultado é o surgimento de manchas brancas ou mais claras, chamadas de máculas acrômicas ou hipocrômicas.

Embora não seja contagioso e não cause riscos diretos à vida, o vitiligo impacta profundamente a autoestima e a qualidade de vida. No Brasil, estima-se que 0,54% da população conviva com a condição.

Tipos de Vitiligo:

Para tratar corretamente, o dermatologista precisa identificar o tipo de vitiligo:

1) Vitiligo Não Segmentar ou VNS (atenção à saúde geral)

É a forma mais comum e costuma dar os primeiros sinais por volta dos 22 anos, afetando os dois lados do corpo (como nos dois punhos). Como o sistema imune está mais agitado, ele pode vir acompanhado de outros problemas, especialmente na tireoide ou diabetes. Por isso, fazer exames de sangue e até de audição é essencial para cuidar do corpo todo.

2) Vitiligo Segmentar ou VS (O tipo que escolhe um lado)

Este tipo é mais comum em crianças e adolescentes, surgindo geralmente por volta dos 13 anos. Ele aparece apenas em um lado do corpo (como uma “faixa”) e não costuma se espalhar após um tempo. A boa notícia é que, se as manchas pararem de crescer por um ano, a cirurgia de transplante de pele passa a ser a melhor opção para recuperar a cor.

O vitiligo é uma condição global que afeta entre 0,5% a 2% da população mundial, não escolhendo raça ou género. No Brasil, dados do consenso da SBD indicam uma prevalência de aproximadamente 0,54%, com idade média de início aos 13 anos para a forma segmentar e 22 anos para a não segmentar. Embora possa surgir em qualquer fase da vida, cerca de metade dos pacientes manifesta os primeiros sinais antes dos 20 anos. Além disso, existe um forte componente genético, com cerca de 20% dos portadores apresentando histórico familiar da doença.
O vitiligo é uma condição global que afeta entre 0,5% a 2% da população mundial, não escolhendo raça ou género. No Brasil, dados do consenso da SBD indicam uma prevalência de aproximadamente 0,54%, com idade média de início aos 13 anos para a forma segmentar e 22 anos para a não segmentar. Embora possa surgir em qualquer fase da vida, cerca de metade dos pacientes manifesta os primeiros sinais antes dos 20 anos. Além disso, existe um forte componente genético, com cerca de 20% dos portadores apresentando histórico familiar da doença.

O Vitiligo também pode ser classificado nas seguintes formas: Focal, Universal, Mucoso, Acrofacial e o Misto, que combina características dos tipos segmentar e não segmentar. 

Obs.: O vitiligo pode surgir em qualquer etapa da vida, inclusive na idade adulta e em idosos. Quando o vitiligo surge mais tarde, é fundamental investigar outras condições de saúde como: Doenças Autoimunes (como a Tireoidite de Hashimoto), contato com substâncias químicas, principalmente derivados fenólicos presentes em alguns materiais de limpeza ou industriais.

Além disso, o aparecimento do Vitiligo em adultos e idosos pode relacionar-se à presença do câncer de pele chamado Melanoma, condição conhecida como leucodermia associada ao melanoma. Isso acontece, pois o sistema imunitário, ao tentar combater as células do tumor (melanoma), acaba por atacar também os melanócitos saudáveis (células que dão cor à pele) em outras partes do corpo. Neste artigo eu explico mais sobre o câncer de pele.

O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência no manejo e tratamento de pacientes com Vitiligo.
O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência no manejo e tratamento de pacientes com Vitiligo.

Como é dado o diagnóstico:

As manchas do vitiligo possuem características muito específicas que permitem ao dermatologista diferenciá-las de outras doenças. De acordo com o Consenso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, aqui estão as principais características semiológicas e a importância da Luz de Wood:

Características Semiológicas (Aparência das Manchas)

  1. Cor e Pigmentação:
    • Máculas Acrômicas: O termo “acrômico” significa ausência total de cor. A mancha clássica do vitiligo é de um branco leitoso ou cor de “papel branco”.
    • Máculas Hipocrômicas: São manchas apenas mais claras que a pele normal. Geralmente indicam que a doença está no início ou que a pele está começando a recuperar a cor (repigmentação).
    • Vitiligo Tricrômico: É quando a lesão apresenta três tons: o branco total no centro, um tom castanho claro (intermediário) e a pele normal ao redor. Isso costuma indicar que a doença está em atividade.
  2. Bordas e Limites:
    • As manchas costumam ser bem delimitadas, ou seja, você consegue ver exatamente onde termina a mancha branca e onde começa a pele normal.
    • Em alguns casos de doença ativa, as bordas podem parecer “esfumadas” ou apresentar pequenos pontos brancos ao redor (despigmentação em confete).
  3. Localização e Simetria:
    • No tipo não segmentar (o mais comum), as manchas aparecem de forma simétrica (nos dois lados do corpo ao mesmo tempo).
    • Locais frequentes incluem o rosto (ao redor dos olhos e boca), extremidades (mãos e pés), genitais e áreas que sofrem atrito (cotovelos e joelhos).
As manchas do vitiligo são caracterizadas pela perda total de cor (branco-leitoso), com bordas geralmente nítidas e bem definidas que as separam da pele normal. Elas surgem de forma plana, sem descamação ou relevo, podendo afetar qualquer parte do corpo, incluindo pelos e mucosas. Sabe-se que lesões localizadas nos punhos possuem associação com doenças tireoideanas
As manchas do vitiligo são caracterizadas pela perda total de cor (branco-leitoso), com bordas geralmente nítidas e bem definidas que as separam da pele normal. Elas surgem de forma plana, sem descamação ou relevo, podendo afetar qualquer parte do corpo, incluindo pelos e mucosas. Sabe-se que lesões localizadas nos punhos possuem associação com doenças tireoideanas

Como a Luz de Wood auxilia no diagnóstico?

A Luz de Wood é uma lâmpada ultravioleta portátil usada em consultório escuro. Ela é uma ferramenta fundamental por três motivos principais:

  1. Confirmação da Perda de Pigmento: Sob esta luz, a mancha de vitiligo brilha intensamente com uma tonalidade branco-azulada ou fluorescente. Isso acontece porque a luz realça a ausência total de melanina, algo que não ocorre em manchas causadas por fungos ou inflamações simples.
  2. Identificação de Lesões “Invisíveis”: A Luz de Wood consegue revelar manchas que ainda não são visíveis a olho nu, especialmente em pessoas de pele muito clara. Isso ajuda o médico a entender a real extensão da doença antes de começar o tratamento.
  3. Monitoramento do Tratamento: Durante o tratamento (como a fototerapia), a lâmpada ajuda a identificar se estão surgindo pequenos pontos de cor (pigmentação folicular) dentro da mancha branca, indicando que o tratamento está funcionando, mesmo antes de ser óbvio na luz comum.

Dica Clínica: O consenso recomenda que o paciente seja fotografado sob a Luz de Wood a cada 2 ou 3 meses para acompanhar a evolução real da repigmentação.

Luz de Wood: Sob esta luz, a mancha de vitiligo brilha intensamente com uma tonalidade branco-azulada ou fluorescente.
Luz de Wood: Sob esta luz, a mancha de vitiligo brilha intensamente com uma tonalidade branco-azulada ou fluorescente.

Dúvidas Comuns:

Por que o Vitiligo surge?

Não é “culpa” de ninguém: 80% da causa está na nossa genética e 20% vem de gatilhos externos. Coisas como estresse emocional, queimaduras de sol fortes ou contato com produtos químicos pesados podem “acordar” as células de defesa, que passam a atacar por engano a cor da pele. É uma reação interna mediada por proteínas do próprio corpo.

Vitiligo tem cura?

A medicina prefere o termo “controle”. Muitos pacientes conseguem a repigmentação total e mantêm a pele estável por anos com o tratamento adequado.

Vou ficar todo branco?

Nem sempre. O tratamento precoce ajuda a estabilizar a doença. Casos universais (corpo todo afetado) são raros. O fato é que a evolução do Vitiligo ainda é imprevisível.

A mancha pode voltar após o tratamento?

Existe esse risco, por isso o dermatologista pode recomendar uma terapia de manutenção (com as pomadas usada no tratamento) após a melhora.

Posso tomar sol?

O sol deve ser usado com critério médico. A exposição desprotegida pode causar queimaduras, mas a fototerapia (luz controlada) é um dos melhores tratamentos.

Curiosidade:

A pele com vitiligo é mais forte? Pode parecer estranho, mas a pele com vitiligo cria defesas próprias: ela fica um pouco mais grossa e com mais colágeno. Por causa dessa “vigilância” constante do sistema imune, quem tem vitiligo curiosamente tem um risco muito menor de desenvolver câncer de pele e outros tipos de tumores. É o corpo tentando se proteger da falta de melanina.

Nem toda mancha branca é Vitiligo. Quais condições se confundem com ela?

O diagnóstico diferencial do vitiligo é fundamental para distinguir as suas manchas brancas (máculas acrômicas ou hipocrômicas) de outras doenças de pele que apresentam manifestações semelhantes. Conforme o consenso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o vitiligo é uma enfermidade autoimune que causa a perda de melanócitos.

Muitas outras condições também causam manchas brancas no corpo e podem se assemelhar ao Vitiligo, entre elas:

Quais exames o paciente com vitiligo precisa fazer?

Sangue:

Ao diagnosticar o vitiligo, o dermatologista pede exames de sangue para checar a tireoide, hemograma, vitaminas D, B12 e a glicemia, já que algumas doeças autoimunes associadas podem alterar esses itens.

Audiometria:

Outro exame importante é a audiometria (teste de audição), pois as células que dão cor à pele também estão presentes no ouvido e podem ser afetadas. Descubriu-se nos últimos anos que perda auditiva neurossensorial é comum em até 34% dos pacientes com vitiligo não segmentar.

Fotografias seriadas:

Manter as fotos das manchas em dia a cada 3 meses ajuda a ver se o tratamento está funcionando.

Quais condições costumam associar-se ao Vitiligo?

1. Doenças da Tireoide

A associação mais frequente ocorre com a glândula tireoide. Cerca de 15% a 25% dos pacientes com vitiligo desenvolvem alguma alteração tireoidiana autoimune.

2. Condições Endócrinas e Gastroenterológicas

O “terreno” genético que predispõe ao vitiligo também pode facilitar o surgimento de outras doenças do sistema imunológico:

3. Condições de pele:

4. Alterações Oculares e Auditivas

Como os melanócitos (células que produzem pigmento) não estão presentes apenas na pele, mas também nos olhos e no ouvido interno, podem ocorrer alterações nessas áreas:


Por que essas associações acontecem?

A explicação está na genética. Existem genes específicos que controlam o sistema imunológico e, em pessoas com vitiligo, esses genes podem estar mais “sensíveis”, fazendo com que o corpo tenha dificuldade em reconhecer o que é seu e o que é invasor em diversos órgãos.


Atenção: Ter vitiligo não significa que você terá todas ou qualquer uma dessas doenças. Significa apenas que o seu médico deve estar atento a esses sinais para garantir um cuidado integral com a sua saúde.

O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência no manejo e tratamento de pacientes com Vitiligo.
O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência no manejo e tratamento de pacientes com Vitiligo.

Traumas físicos podem desencadear o Vitiligo. Saiba o que é o Fenômeno de Koebner.

Imagine que sua pele tem uma “memória”. Em pessoas que já têm vitiligo ou que possuem uma predisposição genética para a doença, um ferimento comum pode fazer com que o sistema imunológico “se confunda” e ataque as células de cor naquela região específica.

O resultado é que, onde antes havia um machucado, surge uma mancha branca.

Exemplos comuns de “traumas” desencadeadores:

Não precisa ser um acidente grave. Pequenas agressões diárias podem ativar esse fenômeno:


Por que isso acontece?

  1. A Lesão: Você sofre um trauma (ex: um corte).
  2. O Alarme: A pele envia sinais químicos para o corpo pedindo para cicatrizar aquela área.
  3. O Erro do Sistema Imune: Em pessoas predispostas, o sistema de defesa chega ao local para ajudar, mas acaba atacando os melanócitos (as fábricas de cor da pele) por engano.
  4. A Mancha: Como as “fábricas de cor” foram destruídas naquele ponto, a pele cicatriza, mas nasce branca.

Como evitar ou minimizar?

Se você tem vitiligo ou histórico na família, alguns cuidados ajudam a prevenir novas manchas:

Existe algum tratamento que evita o Vitiligo?

É importante esclarecer que, cientificamente, não existe um creme capaz de evitar o surgimento do vitiligo em quem tem predisposição. Os cremes disponíveis no mercado (como corticoides, inibidores de calcineurina ou os novos inibidores de JAK) servem apenas para tratar manchas já existentes, tentando recuperar a cor ou frear o avanço da inflamação no local.

Como o vitiligo é uma condição autoimune sistêmica, a causa vem de dentro do organismo, e não há um produto que, aplicado preventivamente, impeça o sistema imune de atacar os melanócitos em algum momento da vida. De certa forma, evitar os traumas sobre a pele, como explicitado no tópico acima, ajuda a evitar novas manchas entretanto, um “creme” capaz de evitar as manchas ainda não está disponível.

Tratamentos Tópicos: O uso de Cremes e Pomadas

O tratamento com cremes ou pomas é a primeira escolha para áreas pequenas. O objetivo é frear o sistema imune no local e estimular a volta da cor. Tais tratamentos possuem uma eficácia em torno de 50 a 75%.

1- Corticoides Tópicos: São usados como primeira linha para casos localizados e em atividade. Funcionam melhor em manchas recentes e na região do rosto.

O uso deve ser monitorado para evitar efeitos colaterais como afinamento da pele. Os corticóides tópicos também podem causar, se usados inadequadamente: espinhas, vasinhos, pêlos, e estrias.

2- Inibidores da Calcineurina: Estes são medicamentos modernos que regulam a imunidade sem os efeitos colaterais dos corticoides (como a atrofia da pele). São excelentes para o rosto e pescoço e seguros para uso em crianças, dependendo da idade.

Eles podem causar ardência e/ou coceira nas primeiras semanas de tratamento. Se a pomada arder ao passar, algo comum com o uso do produto, deixe-a na geladeira por 15 minutos antes de usar — isso traz um alívio imediato na aplicação. A ingestão de álcool pode, raramente, causar vermelhidão na pele ou face de pessoas que usam o produto.

Fototerapia: O banho de luz que ajuda a tratar

Quando os cremes não bastam ou as manchas crescem, usamos a fototerapia (luz UVB). Ela utiliza luz ultravioleta controlada para “acordar” os melanócitos que ainda restam nos folículos pilosos e inibir as células de defesa que os atacam. É segura para crianças acima de 7 anos, gestantes e idosos, mas o resultado não é imediato: leva de 3 a 6 meses para a cor começar a voltar.

Pontos principais e observações:

Obs.: a fototerapia é geralmente realizada em clínicas especializadas.

Tratamento em casa: Em alguns casos é possível realizar a Fototerapia em casa, através da exposição aos raios solares após o uso oral ou tópico de medicamentos que sensibilizam a pele ao ultravioleta. Se o dermatologista liberar o “sol controlado” em casa, os melhores horários são entre 9h-10h ou 14h-15h, por apenas 5 minutos. Evite passar os inibidores da calcineurina na noite anterior à luz para não irritar.


1. Eficácia da fototerapia (O que esperar)

Estudos clínicos mostram que a resposta varia conforme o tempo de tratamento:

2. Onde funciona melhor?

Como vimos anteriormente, a eficácia é “geográfica”:

3. Por que a Fototerapia funciona?

Ela atua em duas frentes simultâneas:

  1. Imunossupressão local: A luz “acalma” as células de defesa que estão atacando os melanócitos na pele.
  2. Estímulo à produção: A radiação UVB “acorda” as células produtoras de cor (melanócitos) que ficam escondidas nos bulbos capilares (pelos), fazendo-as migrar para a mancha branca.

Fatores que determinam o sucesso do tratamento

FatorImpacto na Eficácia
FrequênciaO ideal são 2 a 3 sessões por semana. Menos que isso reduz drasticamente o resultado.
DuraçãoOs resultados sólidos aparecem após 30 a 50 sessões. É um tratamento de paciência.
CombinaçãoA eficácia aumenta quando usada junto com os inibidores de calcineurina ou corticoides tópicos.
Pele do PacientePeles mais morenas tendem a responder mais rápido do que peles muito claras (devido ao contraste e estímulo).

Vantagens além da cor

Além de devolver o pigmento, a fototerapia tem um impacto psicológico positivo muito forte. Ver os primeiros “pontinhos” de cor surgindo dentro da mancha (repigmentação folicular) costuma elevar muito a autoestima e a adesão do paciente ao tratamento.

Riscos e Cuidados

Embora muito eficaz, sugere-se que a fototerapia deve ser feita em clínicas especializadas para evitar:

O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência no manejo e tratamento de pacientes com Vitiligo.
O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência no manejo e tratamento de pacientes com Vitiligo.

E o Vitiligo em rápida expansão?

Existem sinais visíveis de que a doença está ‘acesa’ e precisa desse tratamento urgente:

Quando o médico identifica esses sinais, o foco do tratamento muda: antes de tentar “colorir” a pele (repigmentar), o objetivo principal passa a ser parar o ataque do sistema imunológico para que o vitiligo pare de avançar.

Para isso usamos o “minipulso” de corticóide oral, que é uma estratégia de tratamento (geralmente com doses intermitentes de medicamento) usada para “frear” a doença quando ela está avançando rápido. Em caso de falha, podemos adicionar ou trocar o tratamento para os imunossupressores.

A eficácia do minipulso na parada da progressão gira em torno de 90%. Já a eficácia para repigmentação é de 50% aproximadamente. Vale lembrar que essa estratégia não está indicada para crianças e gestantes.

Aviso importante (Disclaimer)

De acordo com as políticas atuais do Google para conteúdos de saúde, não é mais permitido citar, recomendar ou detalhar o uso de medicamentos controlados em textos médicos de caráter educativo publicados na internet. Por esse motivo, os conteúdos apresentados utilizam linguagem informativa geral, sem menção a nomes comerciais ou princípios ativos de uso restrito.

As informações aqui descritas têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem a consulta médica. Toda conduta, diagnóstico ou tratamento deve ser avaliado, indicado e acompanhado por um médico, considerando as características individuais de cada paciente.

Nenhuma decisão terapêutica deve ser tomada com base apenas neste conteúdo.

Quais são os sinais de que o tratamento está funcionando?

Através das Ilhas de Pigmentação: são pequenos pontos ou “salpicos” de cor marrom que surgem no interior de uma mancha branca de vitiligo durante o processo de recuperação da pele. Elas são o sinal clínico mais evidente de que o tratamento está funcionando ou que o organismo está conseguindo repigmentar a área afetada.

Essa manifestação é oposta à “despigmentação em confete”, indicativa de avanço do Vitiligo.

Cirurgia para Vitiligo: Quando é indicada?

A cirurgia não é para todos. Ela é recomendada apenas para casos estáveis, ou seja, quando as manchas não cresceram e não surgiram novas lesões por pelo menos um ano. As técnicas consistem em retirar melanócitos de uma área saudável do paciente (como a coxa) e transplantá-los para a área branca. A resposta em áreas como o rosto é excelente.

Suporte psicológico:

A jornada de quem convive com o vitiligo vai muito além das manchas na pele. Por ser uma condição que impacta diretamente a autoimagem e a identidade, o suporte psicológico é considerado hoje uma parte essencial do tratamento, e não apenas um “complemento” opcional.

Aqui estão os principais pilares que explicam por que essa avaliação e acompanhamento são tão importantes:


1. O Impacto na Saúde Mental e Autoestima

O vitiligo aparece frequentemente em áreas visíveis, como rosto e mãos. Isso pode gerar um sentimento de exposição constante. O acompanhamento psicológico ajuda o paciente a:

2. O Ciclo Psicodermatológico

Existe uma conexão direta entre o sistema nervoso e a pele. O acompanhamento psicológico atua na quebra do ciclo de ansiedade:

3. Lidar com o Estigma e o Preconceito

Infelizmente, a falta de informação da sociedade ainda gera olhares curiosos ou comentários inadequados. A terapia oferece “ferramentas de enfrentamento” (coping), preparando o paciente para:

4. Adesão ao Tratamento

Os tratamentos para vitiligo costumam ser lentos e exigem muita paciência. É comum o paciente desanimar ao não ver resultados imediatos. O psicólogo atua:


Resumo dos Benefícios

Área de ImpactoBenefício do Acompanhamento
EmocionalRedução de sintomas de depressão e ansiedade.
SocialMelhora na qualidade das relações e redução do isolamento.
ClínicoPotencial estabilização do quadro clínico pelo controle do estresse.
IdentidadeFortalecimento da autoestima e aceitação da nova imagem corporal.

Nota importante: O vitiligo não é contagioso e não afeta a saúde física de forma grave, mas a “dor invisível” do impacto psicológico pode ser profunda. Tratar a pele sem cuidar da mente é realizar apenas metade do trabalho.

Um novo tratamento: os Inibidores da Janus quinase (Anti-JAK)

O consenso da SBD destaca uma revolução terapêutica: os Inibidores da Janus quinase (Anti-JAK).

Ruxolitinibe:

Já autorizado pelo FDA (órgão regulamentados dos EUA) para Vitiligo não segmentar. Pode dar como efeitos colaterais acne e prurido. Sua associação com a fototerapia é promissora.

Recomendações Importantes

  1. Não se automedique: Cremes inadequados ou receitas caseiras podem piorar as manchas ou causar cicatrizes.
  2. Saúde Mental: O vitiligo mexe com o psicológico. O acompanhamento com psicólogo pode ser um grande aliado ao tratamento dermatológico.
  3. Proteção Solar: Áreas sem pigmento queimam facilmente, aumentando o risco de danos à pele. Use protetor solar conforme orientado. Neste artigo eu explico mais sobre fotoproteção e uso dos filtros solares.

O vitiligo não define quem você é. Com o acompanhamento de um dermatologista especializado, é possível gerenciar a condição e conquistar resultados satisfatórios.

O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência no manejo e tratamento de pacientes com Vitiligo.
O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência no manejo e tratamento de pacientes com Vitiligo.

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