A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória crônica da pele que provoca caroços dolorosos, nódulos e abscessos recorrentes, principalmente nas axilas, virilhas, nádegas e abaixo das mamas. Muitas pessoas confundem essas lesões com furúnculos, já que podem drenar pus e deixar cicatrizes, mas na realidade tratam-se de condições diferentes. A hidradenite ocorre por uma inflamação persistente dos folículos pilosos em áreas de atrito e suor, podendo evoluir com crises repetidas ao longo do tempo. Isso gera dúvidas frequentes: por que a doença aparece? existe cura? quais são os tratamentos disponíveis?

Neste guia, baseado no Consenso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), você vai entender o que é a hidradenite, quais são suas principais causas, como ela é tratada e quais são as diferenças mais importantes entre essa doença e os furúnculos.

O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência no manejo e tratamento de pacientes com Hidradenite.

O que é a Hidradenite Supurativa?

A Hidradenite Supurativa é uma doença inflamatória crônica, não contagiosa, que afeta o folículo piloso (onde nasce o pelo). Ela se caracteriza pelo surgimento de nódulos (caroços), abscessos e fístulas ou túneis (canais sob a pele) em áreas ricas em glândulas apócrinas, como axilas, mamas, virilhas e nádegas.

Embora o nome sugira uma infecção, a HS não é causada por falta de higiene. Trata-se de uma resposta imunológica exagerada do corpo que leva à oclusão (entupimento) do folículo, causando inflamação profunda e, em casos avançados, cicatrizes graves.

Quais as Diferenças Entre Furúnculo e Hidradenite?

Uma das maiores dificuldades no tratamento da HS é o atraso no diagnóstico, que chega a levar, em média, 7 anos. Isso acontece porque a doença é constantemente confundida com furúnculos. Aprender a diferenciar é crucial:

O Furúnculo

A Hidradenite Supurativa

Resumo: Se você tem “furúnculos” que aparecem várias vezes no mesmo lugar, procure um dermatologista. É muito provável que seja Hidradenite.

O que pode ser confundido com hidradenite?

É preciso distinguir a HS de condições como Crohn cutâneo, linfogranuloma venéreo, cistos e foliculite.

Leia mais sobre a Foliculite em: Foliculite: O que é? Quais são os tipos? Como Tratar? É Contagioso?

Diagnóstico

O diagnóstico de HS é essencialmente clínico, baseado na recorrência das lesões. Considera-se um caso confirmado quando o paciente apresenta pelo menos dois episódios de nódulos, abscessos ou túneis em locais típicos dentro de um período de seis meses.

Atualmente a ultrassonografia tem sido usado para auxílio ao diagnóstico já que alterações típicas da Hidradenite são encontradas nesse exame.

A hidradenite nas axilas causa nódulos inflamados e dolorosos que surgem devido à obstrução dos folículos, dificultando movimentos simples do braço.

Com a progressão, formam-se abscessos que rompem e drenam secreção, podendo criar túneis sob a pele e odores desagradáveis na região.

O processo recorrente resulta em cicatrizes fibróticas e endurecidas, que podem limitar a amplitude de movimento e escurecer a pele da axila.
A hidradenite nas axilas causa nódulos inflamados e dolorosos que surgem devido à obstrução dos folículos, dificultando movimentos simples do braço.
Com a progressão, formam-se abscessos que rompem e drenam secreção, podendo criar túneis sob a pele e odores desagradáveis na região.
O processo recorrente resulta em cicatrizes fibróticas e endurecidas, que podem limitar a amplitude de movimento e escurecer a pele da axila.

Quais são os Tipos Clínicos de Hidradenite?

Essa classificação de Boer separa a hidradenite supurativa (HS) em quatro tipos, dependendo de como as feridas aparecem e o que as causa. Aqui está uma versão bem simples:


Os 4 Tipos de Hidradenite (Classificação de Boer e colaboradores)

1. Tipo Comum (Regular): 76% dos pacientes.

É a forma clássica que a maioria das pessoas conhece.

2. Tipo por Atrito (Furunculoide Friccional): 10% dos pacientes.

Esse tipo está muito ligado ao peso e ao movimento.

3. Tipo Cicatrizante (Foliculite com Cicatrizes): 7% dos pacientes.

Aqui, o problema parece mais uma inflamação dos pelinhos.

4. Tipo Grave (Conglobata): 6% dos pacientes.

É a forma mais agressiva e extensa da doença.


Resumindo: Essa classificação ajuda os médicos a entenderem se o problema da pessoa é causado mais pela genética (tipo comum), pelo peso e atrito (tipo friccional), pela inflamação dos poros (cicatrizante) ou se é um quadro sistêmico mais severo (conglobata).

Quais exames de imagem são solicitados para avaliar a Hidradenite?

O uso de ultrassonografia (USES) é exame muito usado para avaliação dos casos. A ressonância magnética (RNM) é crucial em casos graves, principalmente nas regiões íntimas. Em cerca de 80% das vezes, esses exames alteram o estadiamento clínico para cima, revelando túneis não detectados no toque. Isso permite um planejamento cirúrgico muito mais preciso e eficaz, delimitando a real extensão da doença.

Quando a ultrassonografia deve ser feita?


Ela está indicada sempre que desejamos obter o real estadiamento da doença. Além disso, ela é solicitada na 1ª consulta para avaliação da Hidradenite; após 2 meses de tratamento com o antibiótico; após 1,3 e 6m de tratamento com o biológico; antes e após 6 meses da cirurgia para Hidradenite.

O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência no manejo e tratamento de pacientes com Hidradenite.

O que provoca a hidradenite?

A ciência moderna, conforme o Consenso Brasileiro, entende que a HS surge em pessoas com predisposição genética. O processo começa com o entupimento do poro do pelo. Esse “tampão” faz com que o folículo se dilate e acabe rompendo internamente.

Quando ele rompe sob a pele, o conteúdo (queratina e bactérias naturais da pele) cai no tecido vizinho, e o corpo reage como se houvesse um corpo estranho, gerando uma inflamação intensa e dolorosa.

A hidradenite é transmissível? Ela é uma DST?

Não, a hidradenite supurativa não é contagiosa. Ela é uma doença inflamatória crônica que ocorre por uma obstrução nos folículos pilosos, e não por falta de higiene ou infecção por vírus e bactérias de outras pessoas.

Você não “pega” nem transmite a condição pelo contato físico, compartilhamento de objetos ou roupas. O problema está ligado a fatores genéticos, hormonais e do sistema imunológico da própria pessoa. Por isso, não há motivo para estigma: o tratamento foca em controlar a inflamação e evitar novas lesões.

Epidemiologia (em quem ela ocorre?)

A hidradenite supurativa (HS) é uma doença inflamatória de distribuição universal, com dados epidemiológicos específicos tanto a nível global quanto no cenário brasileiro:

A hidradenite supurativa é mais comum em mulheres jovens, com sobrepeso e tabagistas devido à combinação de estímulos hormonais (androgênios) da idade fértil, que ativam as glândulas, e o estado inflamatório sistêmico causado pela obesidade. O excesso de peso também gera atrito mecânico e umidade nas dobras da pele, facilitando a ruptura do folículo. Paralelamente, as substâncias do cigarro provocam o entupimento dos poros (hiperqueratose) e alteram a imunidade local, funcionando como o principal gatilho para as crises.
A hidradenite supurativa é mais comum em mulheres jovens, com sobrepeso e tabagistas devido à combinação de estímulos hormonais (androgênios) da idade fértil, que ativam as glândulas, e o estado inflamatório sistêmico causado pela obesidade. O excesso de peso também gera atrito mecânico e umidade nas dobras da pele, facilitando a ruptura do folículo. Paralelamente, as substâncias do cigarro provocam o entupimento dos poros (hiperqueratose) e alteram a imunidade local, funcionando como o principal gatilho para as crises.

Fatores de Risco e Gatilhos. O que piora a Hidradenite?

Existem dois fatores principais que, embora não causem a doença sozinhos, são gatilhos potentes que agravam os quadros:

A Hidradenite costuma associar-se a outras condições

A Hidradenite Supurativa (HS) não é uma condição isolada, mas faz parte de um grupo de doenças dermatológicas que compartilham o mesmo mecanismo de origem: a obstrução do folículo piloso. Esse conjunto de doenças é conhecido como Tríade ou Tétrade de Oclusão Folicular.

Essa associação ocorre porque todas essas condições apresentam a mesma falha inicial — o entupimento do poro, seguido de inflamação e ruptura do folículo.

As doenças que compõem esse grupo são:

  1. Hidradenite Supurativa: Inflamação crônica em áreas de dobras (axilas e virilhas).
  2. Acne Conglobata: Uma forma grave de acne com nódulos e abscessos interligados. Neste artigo eu explico sobre os diversos graus de acne.
  3. Celulite Dissecante do Couro Cabeludo: Formação de abscessos e túneis dolorosos no couro cabeludo que levam à queda definitiva de cabelo (alopecia cicatricial).
  4. Cisto Pilonidal: Inflamação e infecção crônica na região do sulco interglúteo (acima do cóccix).

Por que isso é importante?

Quando um paciente apresenta HS, o médico deve investigar a presença dessas outras condições. A ocorrência simultânea dessas doenças confirma que o paciente possui uma forte predisposição genética à oclusão folicular exacerbada.

Quais outras condições podem associar-se à Hidradenite?

A HS pode estar associada a doenças inflamatórias intestinais e apresentar fenômenos de patergia ou pioderma gangrenoso concomitante, exigindo uma visão sistêmica do paciente. O médico deve sempre questionar o paciente sobre queixas articulares e sintomas intestinais, especialmente em formas perianais da doença.

A hidradenite pode estar vinculada a outras condições genéticas e inflamatórias mais raras, além da oclusão folicular. Entre elas destacam-se o câncer de pele não melanoma, a Síndrome KID, a Doença de Dowling-Degos, anemias crônicas e a Doença de Behçet, reforçando a necessidade de um acompanhamento dermatológico rigoroso e contínuo.

Classificação da Gravidade

IHS4:

De acordo com o Consenso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a IHS4 (International Hidradenitis Suppurativa Severity Score System) é uma ferramenta de pontuação dinâmica e validada, desenvolvida para avaliar a gravidade da Hidradenite Supurativa de forma mais precisa do que a classificação de Hurley (que é estática e foca em danos cicatriciais).

A classificação funciona através de um sistema de pontos baseado na contagem das lesões no momento do exame físico. O cálculo é feito da seguinte forma:

Após a soma total dos pontos, a gravidade é classificada em três níveis:

  1. HS Leve: Até 3 pontos.
  2. HS Moderada: De 4 a 10 pontos.
  3. HS Grave: 11 pontos ou mais.

A grande vantagem da IHS4 é que ela permite ao dermatologista monitorar a resposta ao tratamento de forma objetiva: se o número de nódulos ou abscessos diminui, a pontuação cai, indicando que a terapia está a funcionar, algo que a escala de Hurley não consegue demonstrar com tanta clareza.

Estágios de Hurley

Para definir o tratamento, os dermatologistas também utilizam a escala de Hurley:

nódulo da hidradenite supurativa costuma se manifestar como um caroço inflamado, profundo e doloroso, que surge principalmente em áreas de atrito como axilas e virilhas.

Com o tempo, ele pode evoluir para a formação de abscessos que drenam pus ou se conectar a outros nódulos através de túneis sob a pele (fístulas).

Diferente de uma espinha comum, ele é recorrente e persistente, deixando cicatrizes espessas ou manchas escuras após a cicatrização.
nódulo da hidradenite supurativa costuma se manifestar como um caroço inflamado, profundo e doloroso, que surge principalmente em áreas de atrito como axilas e virilhas.
Com o tempo, ele pode evoluir para a formação de abscessos que drenam pus ou se conectar a outros nódulos através de túneis sob a pele (fístulas).
Diferente de uma espinha comum, ele é recorrente e persistente, deixando cicatrizes espessas ou manchas escuras após a cicatrização.

Manifestações mais raras da Hidradenite:

Embora as axilas, virilhas, região perimamária e interglútea sejam os locais mais típicos, a HS também pode atingir o couro cabeludo e a face. O padrão folicular, presente em até 15% dos casos e mais comum em mulheres, é caracterizado por comedões, nódulos e cicatrizes extensas.

Opções de Tratamento Segundo o Consenso da SBD. O que alivia a Hidradenite? O que é bom para curar hidradenite? Qual o antibiótico para hidradenite? Qual pomada para hidradenite?

O tratamento é personalizado e visa controlar a dor, reduzir as lesões e prevenir cicatrizes.

Medidas Gerais

Tratamento Medicamentoso

Minhas lesões pioraram após o início do Biológico! o que fazer?

Ao iniciar o tratamento com medicamentos biológicos para hidradenite, é importante saber que pode ocorrer uma piora temporária das feridas no começo (flare ou reações paradoxais) ou, mais raramente, o surgimento de outras inflamações (reações do sistema imune).

Por segurança, se você estiver com muitas lesões ou infecções ativas neste momento, o médico poderá receitar antibióticos antes de começar as injeções do biológico e mantê-lo por um tempo indeterminado durante o tratamento. O objetivo de iniciar o antibiótico antes do biológico é “acalmar” a doença primeiro para iniciar o tratamento principal com menos riscos.

O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência no manejo e tratamento de pacientes com Hidradenite.

Intervenções Cirúrgicas

E quanto aos túneis da hidradenite?

Quando há presença de túneis, a estratégia cirúrgica ideal envolve a programação de uma excisão ampla. No entanto, é fundamental realizar o tratamento clínico prévio para “desinflamar” a área. Essa abordagem diminui o volume das lesões e melhora a delimitação dos tecidos, facilitando o sucesso do procedimento cirúrgico.

Quem usa o biológico pode realizar a cirurgia?

A cirurgia pode ser realizada com segurança durante o uso de imunobiológicos, sendo essa combinação frequentemente superior para evitar recidivas.

Qual é a eficácia da cirurgia? Quando ela não é realizada?

A cirurgia possui limitações em lesões muito inflamadas ou próximas a vasos e nervos importantes. Contudo, os índices de sucesso são altos quando bem indicada: a eficácia chega a 90% nas axilas e 70% na região inguinal. O objetivo é remover o tecido doente para interromper o ciclo de inflamação local.

Hidradenite Supurativa em populações especiais (grupos específicos)

Segue abaixo o manejo da Hidradenite Supurativa (HS) em sete populações especiais, onde a evidência científica é frequentemente escassa.

1. Gravidez e Amamentação

2. Pediatria

3. Histórico de Malignidade

4. Infecções (Tuberculose, Hepatite e HIV)

5. Considerações Gerais

Complicações da Doença. Quais são os perigos da Hidradenite?

A Hidradenite Supurativa (HS) é uma doença que, quando não controlada adequadamente, pode evoluir para complicações que vão muito além da superfície da pele. O caráter inflamatório crônico e a formação de cicatrizes e fístulas são os principais geradores desses danos.

Abaixo, detalhamos as principais complicações associadas à doença:

Infecções Secundárias e Sepse

Embora a HS seja primariamente inflamatória, as lesões abertas e os túneis sob a pele podem sofrer colonização bacteriana. Em casos graves e sem tratamento, essa infecção local pode se espalhar, levando a quadros de celulite bacteriana, erisipela e, em situações extremas, infecção generalizada (sepse).

Formação de Fístulas e Destruição Tecidual

A ruptura repetida dos folículos cria canais debaixo da pele chamados de fístulas ou túneis. Esses canais podem se comunicar com órgãos internos, como o reto ou a bexiga, especialmente em casos de HS perianal ou glútea, exigindo cirurgias complexas para correção.

Cicatrizes Hipertróficas e Contraturas

A cicatrização constante de abscessos gera um tecido fibroso rígido. Nas axilas e virilhas, essas cicatrizes podem se tornar tão espessas que limitam os movimentos dos braços ou das pernas, causando dor funcional e reduzindo a mobilidade do paciente.

Carcinoma Espinocelular (CCE): A Hidradenite Pode Virar Câncer?

Uma das complicações mais graves da HS de longa duração (geralmente após 10 a 30 anos de doença ativa) é o surgimento de câncer de pele do tipo Carcinoma Espinocelular sobre as cicatrizes crônicas. Neste artigo eu explico sobre os diversos tipos de câncer de pele, inclusive o CCE.

Ocorre em cerca de 3% dos casos graves. É mais comum em homens, tabagistas e na região glútea/perianal. Por ser uma área de inflamação constante, o diagnóstico do câncer pode ser difícil, o que muitas vezes leva a uma detecção tardia e maior risco de metástases.

Linfedema (Inchaço Crônico)

A inflamação e as cicatrizes recorrentes podem danificar os vasos linfáticos responsáveis pela drenagem de líquidos dos membros. Isso pode resultar em um inchaço persistente e doloroso, conhecido como linfedema, comumente observado na genitália (escroto ou vulva) ou nos membros inferiores.

Impacto Psicológico e Social

Considerada por muitos especialistas como a complicação mais frequente, a HS impacta severamente a saúde mental.

Amiloidose Sistêmica e Anemia

Em casos muito graves e crônicos, a inflamação constante de todo o organismo pode levar à amiloidose sistêmica secundária, uma condição rara onde proteínas se depositam em órgãos como os rins, comprometendo sua função. Além disso, a inflamação crônica pode inibir a produção de glóbulos vermelhos, causando anemia crônica.

Complicações Articulares

A HS está frequentemente associada a artropatias (doenças das articulações). O paciente pode apresentar dores articulares e inchaços, necessitando de acompanhamento conjunto com a reumatologia.

A hidradenite supurativa compromete o psicológico ao gerar um ciclo de dor crônica, vergonha e isolamento social, frequentemente resultando em baixa autoestima, ansiedade e depressão devido ao caráter incurável e estigmatizante das lesões.
A hidradenite supurativa compromete o psicológico ao gerar um ciclo de dor crônica, vergonha e isolamento social, frequentemente resultando em baixa autoestima, ansiedade e depressão devido ao caráter estigmatizante das lesões.

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As informações aqui descritas têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem a consulta médica. Toda conduta, diagnóstico ou tratamento deve ser avaliado, indicado e acompanhado por um médico, considerando as características individuais de cada paciente.

Nenhuma decisão terapêutica deve ser tomada com base apenas neste conteúdo.

Conclusão

A Hidradenite Supurativa é uma condição desafiadora, mas hoje existem tratamentos eficazes que devolvem qualidade de vida. Se você apresenta caroços dolorosos recorrentes, procure um dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência no manejo e tratamento de pacientes com Hidradenite.

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