O câncer de pele é o tipo de tumor mais frequente no Brasil, mas, quando descoberto precocemente, as chances de cura são altíssimas, inclusive em lesões no rosto. Para ajudar na identificação, utilizamos a regra do ABCDEF, que analisa sinais suspeitos: Assimetria da mancha, Bordas irregulares, Cores variadas, Diâmetro maior que 6mm, Evolução (mudanças rápidas) e o Funny Duck ou Feia (aquela pinta que parece estranha ou diferente das outras).

É fundamental ficar atento a feridas que não cicatrizam, manchas que sangram ou pintas que mudam de aspecto ao longo do tempo. O autoexame regular é uma ferramenta poderosa, mas nunca substitui a avaliação minuciosa com um dermatologista. Proteger a pele do sol e observar esses sinais são atitudes que salvam vidas e preservam a estética da face.

O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência na detecção (check up de pele) e manejo dos diversos tipo de câncer de pele.

O que é o Câncer de Pele?

A pele é composta por três camadas principais: a epiderme (a camada mais externa), a derme (a camada média) e a hipoderme (a camada mais profunda). A maioria dos cânceres de pele se origina na epiderme, que contém as células basais, as células escamosas e os melanócitos. Quando o DNA dessas células é danificado, geralmente pela radiação ultravioleta (UV) do sol ou de câmaras de bronzeamento, o mecanismo de controle de crescimento é perdido, levando à formação de tumores malignos.

O câncer de pele é caracterizado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Nossa pele é o maior órgão do corpo e é composta por diferentes camadas e tipos de células. O tipo de câncer de pele é determinado pela célula que foi afetada.

Quais são os 3 tipos de câncer de pele principais?

Existem três tipos principais de câncer de pele, classificados de acordo com a célula de origem. Os dois primeiros são frequentemente chamados de cânceres de pele não-melanoma, por serem mais comuns e terem uma menor probabilidade de metástase (espalhamento).

1. Carcinoma Basocelular (CBC)

O Carcinoma Basocelular é o tipo de câncer de pele mais comum, representando cerca de 75% a 80% dos casos. Ele se origina nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme.

O carcinoma basocelular (CBC) nodular é o subtipo mais comum desse câncer de pele, surgindo geralmente como uma pápula elevada, brilhante e de aspecto "perolado". Ele apresenta vasos sanguíneos dilatados na superfície (telangiectasias) e, com o tempo, pode desenvolver uma ulceração.
O carcinoma basocelular (CBC) nodular é o subtipo mais comum desse câncer de pele, surgindo geralmente como uma pápula elevada, brilhante e de aspecto “perolado”. Ele apresenta vasos sanguíneos dilatados na superfície (telangiectasias) e, com o tempo, pode desenvolver uma ulceração.

2. Carcinoma Espinocelular (CEC)

O Carcinoma Espinocelular é o segundo tipo mais comum, originando-se nas células escamosas (queratinócitos), que constituem a maior parte da epiderme.

O Carcinoma Espinocelular (CCE) é o segundo câncer de pele mais frequente, caracterizando-se por lesões firmes, avermelhadas e muitas vezes cobertas por escamas ou crostas ásperas que podem sangrar. Diferente de outros tipos, ele apresenta um crescimento mais rápido e uma maior tendência a invadir camadas profundas da pele ou sofrer ulceração.
Sua principal causa é a exposição solar acumulada ao longo da vida, exigindo diagnóstico precoce para evitar que as células malignas se espalhem para outros órgãos.
O Carcinoma Espinocelular (CCE) é o segundo câncer de pele mais frequente, caracterizando-se por lesões firmes, avermelhadas e muitas vezes cobertas por escamas ou crostas ásperas que podem sangrar. Diferente de outros tipos, ele apresenta um crescimento mais rápido e uma maior tendência a invadir camadas profundas da pele ou sofrer ulceração.
Sua principal causa é a exposição solar acumulada ao longo da vida, exigindo diagnóstico precoce para evitar que as células malignas se espalhem para outros órgãos.

3. Melanoma

O Melanoma é o tipo de câncer de pele menos frequente, mas é o mais agressivo e perigoso, responsável pela grande maioria das mortes relacionadas ao câncer de pele. Ele se origina nos melanócitos, as células produtoras de pigmento (melanina).

O melanoma extensivo superficial é a variante mais comum, manifestando-se como uma mancha de bordas irregulares e cores variadas, como tons de preto, marrom e cinza. Ele se caracteriza pelo crescimento horizontal na superfície da pele antes de invadir camadas mais profundas, facilitando a detecção precoce pela regra do ABCDE.

Devido ao seu comportamento evolutivo, o monitoramento de mudanças em pintas pré-existentes é crucial para evitar a progressão vertical e o risco de metástase.
O melanoma extensivo superficial é a variante mais comum, manifestando-se como uma mancha de bordas irregulares e cores variadas, como tons de preto, marrom e cinza. Ele se caracteriza pelo crescimento horizontal na superfície da pele antes de invadir camadas mais profundas, facilitando a detecção precoce pela regra do ABCDE.
Devido ao seu comportamento evolutivo, o monitoramento de mudanças em pintas pré-existentes é crucial para evitar a progressão vertical e o risco de metástase.

Como o Câncer de Pele no Rosto se Apresenta?

O câncer de pele no rosto costuma se manifestar de formas variadas, muitas vezes mimetizando lesões inofensivas, como uma espinha que não cicatriza após algumas semanas. Pode surgir como uma pequena “pérola” brilhante e rosada, uma ferida que sangra com facilidade ou uma mancha áspera e avermelhada que descama persistentemente.

No caso dos melanomas, ele se apresenta como uma pinta escura que muda de cor, tamanho ou apresenta bordas irregulares e assimétricas. Por ser uma área muito exposta ao sol, o nariz, as orelhas e as pálpebras são locais frequentes para essas lesões.

É comum que o paciente sinta uma leve coceira ou perceba uma crosta que se solta e volta a se formar no mesmo lugar. Fique atento a qualquer crescimento novo ou alteração em sinais antigos, pois a detecção precoce é vital para evitar cicatrizes extensas na face.

Como é o início do câncer de pele?

No início, o câncer de pele pode ser muito sutil, muitas vezes parecendo apenas uma pequena imperfeição ou uma “pinta” comum. Ele pode surgir como uma mancha rosada que descama levemente, um nódulo brilhante que lembra uma pérola ou até uma ferida pequena que custa a fechar.

Às vezes, o único sinal inicial é uma leve alteração na cor ou no formato de um sinal que você já possuía há anos. É comum que essas lesões não causem dor, o que faz com que muitas pessoas ignorem o crescimento no começo. Em outros casos, pode aparecer uma crosta fina que se solta ao lavar o rosto, mas que sempre retorna ao mesmo lugar.

A regra de ouro é observar qualquer mudança: se uma mancha é nova, cresceu, mudou de cor ou sangra, ela merece atenção. Identificar esses sinais logo no surgimento é o que garante os tratamentos mais simples e as maiores chances de cura.

Causas e Fatores de Risco

A principal causa do câncer de pele é a exposição excessiva e desprotegida à radiação ultravioleta (UV).

Radiação Ultravioleta (UV)

A radiação UV é dividida em UVA e UVB.

UVA: Penetra mais profundamente na pele, associada ao envelhecimento e a um papel no câncer de pele.

UVB: É a principal responsável pela queimadura solar e o principal indutor do dano ao DNA que leva ao câncer.

Câmaras de Bronzeamento: São uma fonte perigosa de UV artificial e aumentam significativamente o risco de todos os tipos de câncer de pele.

Outros Fatores de Risco

Além da exposição solar, outros fatores aumentam o risco de desenvolver câncer de pele Prevenção e Tratamento sendo crucial:

Pele Clara: Pessoas com fototipos I e II (pele clara, olhos claros, cabelos loiros ou ruivos) têm menos melanina e são mais vulneráveis ao dano solar.

Histórico Familiar: Ter um parente de primeiro grau com melanoma ou outros cânceres de pele.

Histórico Pessoal: Já ter tido um câncer de pele aumenta o risco de desenvolver outro.

Muitas Pintas (Nevo): A presença de um grande número de pintas ou pintas atípicas (displásicas) é um fator de risco para o melanoma.

Sistema Imunológico Comprometido: Pacientes transplantados ou em tratamento imunossupressor.

Idade Avançada: O dano solar é cumulativo ao longo da vida.

O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência na detecção (check up de pele) e manejo dos diversos tipo de câncer de pele.

Sinais de Alerta e Sintomas

Estar atento ao próprio corpo é a chave para o diagnóstico precoce do câncer de pele. O autoexame é recomendado.

Sinais em Cânceres Não-Melanoma

Feridas que Não Cicatrizam: Uma lesão que persiste por mais de quatro semanas, muitas vezes sangrando facilmente.

Nódulos/Pápulas: Crescimentos perolados, translúcidos, ou vermelhos e firmes.

Manchas: Áreas planas e escamosas, que podem ser avermelhadas, escuras ou esbranquiçadas.

Sinais de Melanoma (Regra ABCDEF)

Conforme mencionado, qualquer pinta ou mancha escura que apresente:

  1. Assimetria: Uma metade da lesão não corresponde à outra.
  2. Bordas: Irregulares, mal definidas, recortadas.
  3. Cor: Variações de cores (preto, castanho, vermelho, azul, branco).
  4. Diâmetro: Geralmente maior que 6 milímetros (tamanho de uma borracha de lápis).
  5. Evolução: Mudança de tamanho, forma, cor, elevação, ou sangramento/coceira.
  6. Feia: lesão “feia”, ou o “patinho feio”, em relação às outras lesões do corpo.

Se notar qualquer um desses sinais, procure um dermatologista imediatamente.

A regra do ABCDE identifica sinais suspeitos ao observar a Assimetria da forma, a irregularidade das Bordas, a variação de Cores, o Diâmetro maior que 6mm e a Evolução ou mudanças ao longo do tempo, servindo como guia essencial para o diagnóstico precoce do melanoma, o mais perigoso câncer de pele.
A regra do ABCDE identifica sinais suspeitos ao observar a Assimetria da forma, a irregularidade das Bordas, a variação de Cores, o Diâmetro maior que 6mm e a Evolução ou mudanças ao longo do tempo, servindo como guia essencial para o diagnóstico precoce do melanoma, o mais perigoso câncer de pele. Fonte: “Designed by Freepik” www.freepik.com.

Diagnóstico feito pelo dermatologista durante o Check Up de pele:

Algumas lesões cutâneas benignas, como a ceratose seborreica, frequentemente apresentam características morfológicas — coloração escura e bordas irregulares — que mimetizam o melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, ou o carcinoma basocelular. Devido a essa semelhança visual, o diagnóstico clínico apenas a olho nu é insuficiente e impreciso.

Nesse contexto, a dermatoscopia feita pelo dermatologista torna-se essencial. Por meio de lentes de aumento e luz polarizada, esta técnica permite ao dermatologista identificar estruturas subsuperficiais invisíveis ao exame comum, diferenciando padrões benignos de sinais de malignidade. O diagnóstico precoce via dermatoscopia é o fator determinante para a redução da mortalidade e o sucesso terapêutico.

Onde está o câncer de pele?

Infelizmente, muitas lesões benignas se assemelham ao câncer de pele e a regra do ABCDEF, em alguns casos, é incapaz de diferenciar lesões malignas de benignas. O caso acima ilustra um paciente com diversas ceratoses seborréicas, lesões benignas, distribuídas no dorso e, em meio a elas, uma lesão indistinta, aparentemente igual às outras, porém com achados característicos de carcinoma basocelular à dermatoscopia, o câncer de pele mais comum. A suspeita diagnóstica, nesse caso, só é possível com o uso de um aparelho chamado dermatoscópio, capaz de ampliar as lesões em 10x. Foto: acervo pessoal.
O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência na detecção (Check Up de pele) e manejo dos diversos tipo de câncer de pele.

O que é Dermatoscópio?

O dermatoscópio é uma ferramenta indispensável na consulta com o dermatologista. Trata-se de um aparelho portátil que funciona como uma “superlupa”, combinando lentes de aumento com uma iluminação especial que atravessa a camada superficial da pele.

Como o aparelho funciona?

Para enxergarmos através da pele, o aparelho elimina a reflexão da luz na camada mais externa (estrato córneo). Isso é feito de duas formas:

  1. Luz Polarizada: Filtros especiais cancelam o brilho da superfície, permitindo ver as camadas profundas sem tocar na pele.
  2. Imersão: O médico aplica um líquido (gel ou óleo) entre a lente e a pele para criar transparência.

Ao “atravessar” essa barreira, o dermatologista visualiza a disposição do pigmento e a arquitetura dos vasos sanguíneos, o que define o diagnóstico.

O que ele ajuda a diferenciar?

Além de rastrear o câncer, o dermatoscópio é usado para identificar diversas condições comuns, evitando biópsias desnecessárias:

Formas de Prevenção

A prevenção é a ferramenta mais poderosa contra o câncer de pele Prevenção e Tratamento.

Proteção Inteligente Contra o Sol

A prevenção não se resume apenas ao protetor solar. Envolve uma abordagem multifacetada:

Evitar o Pico de Sol: Limitar a exposição entre 10h e 16h, quando a radiação UV é mais intensa.

Roupas de Proteção: Usar roupas que cubram a maior parte do corpo, incluindo chapéus de aba larga (que protegem orelhas e pescoço) e óculos de sol com proteção UV.

Protetor Solar. Neste artigo, eu detalho sobre o uso e as particularidades dos diversos filtros solares existentes.

Evitar Bronzeamento Artificial: Proibir o uso de câmaras de bronzeamento.

O filtro solar consegue evitar o câncer de pele

O protetor solar funciona como um escudo para a pele contra os raios UV, usando dois mecanismos principais: filtros químicos, que absorvem a radiação e a transformam em calor inofensivo, e filtros físicos (bloqueadores), que criam uma barreira mineral para refletir os raios. A proteção da pele feita dessa forma é medida capaz de proteger a pele do câncer de pele.

O Índice UV (IUV)

O Índice Ultravioleta (IUV) é uma medida internacional que indica a intensidade da radiação UV solar na superfície da Terra em um determinado local e horário.

Como Usar: O IUV varia em uma escala de 1 (baixo) a 11+ (extremo). Valores acima de 3 já requerem proteção solar (uso de filtro e roupas com proteção UV). Valores de 8 a 10 (muito alto) e 11+ (extremo) exigem proteção máxima e evitar a exposição. É uma ferramenta essencial para a Câncer de Pele Prevenção e Tratamento.

Noções Sobre o Uso de Filtros Solares

O filtro solar é uma peça fundamental na estratégia de prevenção do câncer de pele.

Neste artigo, eu detalho sobre o uso e as particularidades dos diversos filtros solares existentes.

O Que Procurar no Rótulo

FPS (Fator de Proteção Solar): Indica o grau de proteção contra os raios UVB. Recomenda-se um FPS de, no mínimo, 30 para uso diário.

Amplo Espectro: Garante proteção tanto contra raios UVB quanto contra raios UVA. A proteção UVA é identificada por PPD (Persistent Pigment Darkening) ou um sinal de “+” no rótulo.

Aplicação Correta

Quantidade: Aplicar uma camada generosa, equivalente a uma colher de chá para a face e pescoço, e uma xícara de shot (30ml) para o corpo todo.

Momento: Aplicar 15 a 30 minutos antes da exposição solar, permitindo a absorção, para alguns tipos de filtro.

Reaplicação: Crucial! Reaplicar a cada duas horas, ou imediatamente após nadar ou suar intensamente.

Tratamentos e Novidades Científicas (Pubmed)

O diagnóstico precoce do câncer de pele geralmente leva a tratamentos simples e curativos. Para a maioria dos Carcinomas Basocelulares e Espinocelulares, a cirurgia é o tratamento padrão.

Vale dizer que a entidade mundial em definir os protocolos de tratamento para o câncer de pele é o NCCN, sigla que significa National Comprehensive Cancer Network (Rede Nacional Abrangente de Câncer), uma aliança sem fins lucrativos dos principais centros de câncer dos EUA que desenvolve e publica as diretrizes clínicas mais completas e atualizadas para o tratamento, prevenção e serviços de suporte do câncer, sendo um padrão global para profissionais de saúde e pacientes, focando em cuidados de alta qualidade e acessíveis. 

Opções de Tratamento Padrão

Cirurgia de Excisão: Remoção do tumor e de uma margem de segurança de tecido saudável ao redor. É o método mais comum e eficaz.

Cirurgia Micrográfica de Mohs: Usada principalmente em tumores de alto risco, recorrentes ou em áreas esteticamente sensíveis (face). Permite a remoção do tumor camada por camada, analisando 100% das margens, o que maximiza a remoção do câncer e preserva o tecido saudável.

Eletrocirurgia e Curetagem: Remoção por raspagem seguida de destruição por calor. Usada para lesões menores de baixo risco.

Terapias Tópicas: Uso de cremes quimioterápicos (ex: 5-fluorouracil) ou imunomoduladores (ex: imiquimode) para lesões superficiais de baixo risco.

Radioterapia: Uso de radiação para destruir as células cancerosas.

Últimas Novidades em Melanoma

O tratamento do melanoma avançado teve a maior revolução nas últimas décadas, movida principalmente pela Imunoterapia e pelas Terapias-Alvo.

  1. Imunoterapia com Inibidores de Checkpoint: Pesquisas destacadas no Pubmed mostram que medicamentos como os inibidores de PD-1 (ex: pembrolizumab, nivolumab) e de CTLA-4 (ex: ipilimumab) revolucionaram o tratamento do melanoma metastático. Eles agem “liberando o freio” no sistema imunológico, permitindo que as células de defesa do corpo reconheçam e ataquem o câncer. Esta é uma das maiores esperanças e foco da pesquisa atual em Câncer de Pele Prevenção e Tratamento.
  2. Terapias-Alvo: Cerca de metade dos melanomas possui uma mutação no gene BRAF. Para esses casos, os inibidores de BRAF e MEK (ex: vemurafenibe, dabrafenibe) são extremamente eficazes, bloqueando diretamente a via de sinalização que estimula o crescimento do tumor. O Pubmed continua a publicar estudos que combinam essas terapias para melhorar as taxas de resposta e a sobrevida dos pacientes.
  3. Avanços na Detecção Precoce: O uso de dermatoscopia digital e inteligência artificial (IA) para mapeamento corporal total está se tornando um padrão, permitindo a detecção de mudanças mínimas em pintas ao longo do tempo, o que é vital para o diagnóstico ultraprecoce do melanoma, aumentando as chances de cura para quase 100%.

Quais as chances de cura do câncer de pele?

O câncer de pele tem cura na grande maioria dos casos, especialmente quando é diagnosticado em sua fase inicial. Para os tipos mais comuns, como o carcinoma basocelular e o espinocelular, a remoção cirúrgica da lesão costuma ser definitiva, eliminando o problema de forma completa e segura.

Mesmo o melanoma, que é o tipo mais agressivo, apresenta taxas de cura superiores a 90% se for detectado e tratado antes de se espalhar para outros órgãos. O tratamento pode variar desde pequenas cirurgias e pomadas específicas até tecnologias como a terapia fotodinâmica, dependendo da profundidade do tumor.

Por isso, a chave para o sucesso é a observação constante de sinais e a visita regular ao dermatologista. Quanto mais cedo o tratamento começa, mais simples ele é e menores são as chances de deixar cicatrizes visíveis. Manter a atenção aos sinais é, portanto, o caminho mais eficaz para garantir uma pele saudável e livre da doença.

Sinais de Alerta: Quando Procurar um Especialista

É fundamental que qualquer pessoa que note uma lesão de pele que mude, coce, sangre, cresça, ou que simplesmente não se cure procure um dermatologista. Entender e decorar os sinais de alerta (regra do ABCDEF) é fundamental. O diagnóstico precoce é o maior aliado.

Lembre-se: o câncer de pele Prevenção e Tratamento é um desafio de saúde que pode ser superado com conhecimento e vigilância. A adoção de hábitos de proteção solar desde a infância e o autoexame regular são as chaves para uma vida longa e saudável.

O Dr. Rafael Moraes é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, possui Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da UFMG e Título de especialista em Dermatologia pela SBD, além de mais de 15 anos de experiência e 60 mil pacientes atendidos. Possui larga experiência na detecção (Check Up de pele) e manejo dos diversos tipo de câncer de pele.

Respostas de 5

  1. Apareceu um caroço atrás da orelha o dermatologista operou a 6 meses
    .mas parece que ele continua a coçar de vez enquanto

    1. Olá, Nilton. O ideal nesses casos é examinar o laudo da biópsia feita para saber se a lesão foi completamente retirada ou parcialmente biopsiada. Caso tenha sido totalmente removida é necessário analisar a cicatriz com o dermatoscópio em busca de sinais de recidiva da lesão original. Caso a cicatriz não apresente tais sinais, provavelmente os sintomas decorrem da própria cicatriz.

  2. Apareceu um caroço atrás da orelha o dematologista operou, mas costuma a coçar e a ferida parece que ainda não cicatrizou

  3. Bom dia! Estou com meu irmão diagnosticado com câncer de pele. Com ferida exposta chamada aí nas informações como ( patinho feio), e realmente é feio mesmo. Agora a informação que preciso é: com proceder neste caso, o que usar nesta ferida para melhorar a aparência e mesmo fazer com que cure. Está em tratamento de quimioterapia e radioterapia. . O que a gente pode fazer para melhorar. Aguardo ajuda. Muito obrigada.
    Maria de Fátima

    1. Bom dia, Maria de Fátima. Pela sua descrição, parece uma ferida tumoral (“ferida neoplásica” ou “fungante”), e nesses casos o principal objetivo é controlar secreção, odor, sangramento, dor e melhorar a aparência, enquanto a quimio e a radioterapia tratam a causa.

      O mais importante é não usar pomadas aleatórias, água oxigenada, álcool, iodo ou produtos caseiros, porque isso costuma irritar e pode piorar o aspecto. O ideal é limpar delicadamente de acordo com as orientações do médico que cuida dele, usar uma cobertura não aderente e absorvente além de proteger a pele ao redor com creme barreira (todos os produtos devem ser indicados pelo médico)
      Se houver mau cheiro forte, secreção excessiva ou pequenos sangramentos, vale pedir para a equipe de oncologia um curativo com enfermeiro, porque isso costuma melhorar muito o aspecto visual e o conforto. Muitas vezes o odor melhora com coberturas específicas.

      Como ele está em rádio e quimioterapia, a melhor ajuda prática é solicitar avaliação da enfermagem oncológica do serviço onde trata, pois eles ajustam o curativo conforme a fase da ferida e o local do câncer de pele.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *