A foliculite é uma inflamação dos folículos pilosos, as pequenas estruturas onde nascem os pelos, e pode surgir como bolinhas vermelhas, pústulas, semelhantes a “pequenas espinhas”, causando dor, ardor ou sensibilidade. Ela é muito comum em áreas como barba, couro cabeludo, nádegas, virilha e pernas, especialmente após depilação, suor excessivo ou atrito.
Muitas pessoas se perguntam: o que é exatamente a Foliculite, quais são os seus tipos, como tratar e se ela é contagiosa? A verdade é que existem diferentes formas de foliculite, causadas por bactérias, fungos, irritação mecânica ou até pelos encravados. Algumas são superficiais e simples, enquanto outras podem ser mais profundas e recorrentes. Neste guia, você vai entender os principais tipos de foliculite, suas causas, os tratamentos mais eficazes e quando ela pode exigir avaliação médica.
Pontos Principais

O Que é Foliculite?
A foliculite refere-se à inflamação da porção superficial ou profunda do folículo piloso. O folículo piloso é a estrutura na pele de onde nasce o pelo. Quando essa estrutura é invadida por bactérias, fungos, vírus ou parasitas, o corpo reage com inflamação.
Os achados clínicos clássicos da foliculite superficial são pápulas (bolinhas vermelhas) e/ou pústulas (bolinhas com pus) localizadas exatamente na saída do pelo. Quando a inflamação é profunda, podem surgir nódulos maiores, mais dolorosos e endurecidos.

Entendendo a Foliculite e o comprometimento do folículo piloso
Você já parou para pensar no que acontece exatamente abaixo da superfície da sua pele quando surge uma pequena bolinha vermelha ou de pús? A foliculite é, essencialmente, uma reação inflamatória que ocorre dentro do folículo piloso, a estrutura responsável pelo nascimento do pelo e pela produção de sebo que mantém nossa pele hidratada.

O papel do folículo piloso na saúde da pele
O folículo piloso não serve apenas para o crescimento dos pelos; ele funciona como um canal de proteção. Através dele, o sebo produzido pelas glândulas sebáceas chega à superfície, criando uma barreira natural contra o ressecamento e agentes externos.
Como a inflamação se inicia
A inflamação do folículo geralmente começa com uma agressão externa, como o atrito constante de roupas ou o uso de lâminas de barbear. Esse trauma permite que microrganismos, sendo o mais comum a bactéria Staphylococcus aureus, colonizem a região e iniciem um processo infeccioso.
Principais tipos de Foliculite
A foliculite pode ser dividida em infecciosa ou não infecciosa. As causas infecciosas são as mais comuns, sendo as bactérias os agentes principais.
1. Foliculite Bacteriana
É o tipo mais frequente. As causas incluem:
- Foliculite Estafilocócica: Causada pela bactéria Staphylococcus aureus.
- Foliculite por Pseudomonas: Também conhecida como “foliculite da banheira quente”.
- Foliculite Gram-negativa: Muitas vezes associada ao uso prolongado de antibióticos para acne.
2. Foliculite Fúngica
Depois das bactérias, os fungos são os maiores causadores.
- Foliculite por Malassezia (Pityrosporum): Causada por leveduras que vivem naturalmente na pele.
- Foliculite Dermatofítica: Envolve fungos que causam frieiras e micoses de pele.
- Foliculite por Candida: Menos comum, mas pode ocorrer em áreas úmidas.

3. Foliculite Viral
Geralmente associada a infecções pelo vírus do Herpes Simplex (HSV) ou Varicela-Zoster (VZV). O Molusco Contagioso é uma causa mais rara.
4. Foliculite Parasitária
Causada pelo ácaro Demodex folliculorum, que habita os poros da face de quase todos os adultos.
Profundidade da Foliculite
A condição também é classificada conforme a profundidade da inflamação no folículo piloso, o que altera diretamente a intensidade dos sintomas e o tempo de recuperação.
Foliculite superficial: sintomas e características
A foliculite superficial afeta apenas a parte superior do folículo piloso. Geralmente, ela se manifesta como pequenas pústulas ou bolinhas vermelhas ao redor do pelo, podendo causar leve coceira ou sensibilidade na região afetada.
É muito comum observar esse quadro em áreas de atrito constante ou após a depilação. Por exemplo, a foliculite na barba em homens ou a foliculite na virilha em mulheres são ocorrências frequentes que, na maioria das vezes, resolvem-se com cuidados básicos de higiene e compressas mornas.
Foliculite profunda: quando a infecção atinge a base
Diferente da forma anterior, a foliculite profunda atinge toda a estrutura do folículo, chegando até a sua base. Esse quadro é mais severo e pode evoluir para a formação dos furúnculos.
Os sintomas de foliculite profunda incluem:
- Nódulos avermelhados e endurecidos sob a pele;
- Dor intensa ou sensação de latejamento no local;
- Presença de secreção purulenta mais profunda;
- Eventual formação de cicatrizes após a cicatrização.

Quando Suspeitar de Foliculite?
Você deve suspeitar de foliculite se notar pequenas bolinhas vermelhas ou com pus centradas em um pelo. O diagnóstico correto é essencial. A localização das lesões ajuda o dermatologista a identificar o culpado:
- Couro Cabeludo: Frequentemente S. aureus ou fungos (tinea capitis).
- Face: Pode ser S. aureus, Demodex ou bactérias gram-negativas.
- Barba: Conhecida como “sicose da barba”, pode ser causada por estafilococos, fungos ou vírus do herpes.
- Tronco e Extremidades: S. aureus, Pseudomonas (se houver histórico de uso de piscinas), Malassezia ou Candida.
Como é feito o diagnóstico clínico
Na maioria das vezes, o dermatologista faz o diagnóstico apenas com o exame físico e a história do paciente. No entanto, em casos resistentes ao tratamento, exames complementares são vitais:
- Gram e Cultura: Para identificar a bactéria exata e qual antibiótico a mata.
- Preparação com KOH: Uma raspagem da pele analisada ao microscópio para buscar fungos ou ácaros Demodex.
- Biópsia de Pele: Raramente necessária, mas útil em casos complexos para diferenciar de outras doenças.
- Teste de Tzanck: Para detectar vírus como o do Herpes.
O diagnóstico preciso da foliculite é o primeiro passo fundamental para garantir um tratamento eficaz e duradouro. Embora muitas vezes os sinais sejam visíveis, apenas um dermatologista pode diferenciar o quadro de outras condições cutâneas semelhantes.
O processo de avaliação baseia-se principalmente na análise do histórico clínico do paciente e em um exame físico minucioso. Durante a consulta, o especialista investiga hábitos de higiene, uso de produtos cosméticos e histórico recente de depilação.
Exame físico e avaliação dermatológica
No exame físico, o médico observa a localização e a aparência das lesões para determinar se trata-se de uma foliculite superficial ou de um quadro mais complexo. A avaliação visual permite identificar a presença de pústulas, vermelhidão ou crostas ao redor dos folículos pilosos.



Quando solicitar exames laboratoriais e cultura de secreção
Em situações onde a inflamação é persistente ou recorrente, o médico pode solicitar exames complementares. A cultura de secreção é indicada especialmente quando há suspeita de foliculite profunda ou quando o tratamento inicial não apresenta os resultados esperados.
Este procedimento laboratorial ajuda a identificar o agente causador, como bactérias específicas ou fungos, permitindo o uso de antibióticos ou antifúngicos direcionados. Evitar a automedicação é crucial, pois o uso incorreto de cremes pode mascarar a infecção e dificultar a análise clínica.
| Método de Diagnóstico | Objetivo Principal | Indicação |
|---|---|---|
| Exame Clínico | Avaliação visual e histórico | Casos leves e iniciais |
| Dermatoscopia | Análise detalhada da pele | Diferenciação de lesões |
| Cultura de Secreção | Identificação do patógeno | Casos graves ou recorrentes |
Diagnóstico Diferencial: O que pode ser confundido com foliculite?
Nem toda bolinha na pele é foliculite infecciosa. É preciso distinguir de:
- Acne Vulgar: Presença de cravos (comedões) e falta de coceira ajudam a diferenciar. Leia mais sobre a Acne em: Atualização em Acne: Causas, os 5 Tipos, Tratamentos e o Que Fazer Com as Espinhas Internas.
- Rosácea Papulopustular: Pustulas e vermelhidão no centro do rosto, muitas vezes com gatilhos como álcool e sol. Leia mais sobre a Rosácea em: Rosácea. Entenda as Causas e Gatilhos Para o Rosto Vermelho, Tipos e Tratamentos. Há uma cura?
- Pseudofolliculitis Barbae: A pseudofoliculite da barba é uma reação inflamatória causada por pelos que se curvam e penetram na pele antes de sair do folículo, ou que reentram nela após o barbear, gerando pequenas pápulas, pústulas e irritação.
Enquanto o pelo encravado ocorre quando o fio cresce para dentro da pele por dificuldade de atravessar a epiderme, a foliculite envolve uma resposta inflamatória infecciosa, gerada por um microrganismo.
| Característica | Pelo Encravado (Pseudofoliculite) | Foliculite |
|---|---|---|
| Causa principal | Crescimento curvo do fio | Infecção ou trauma |
| Agente causador comum | Mecânico | Staphylococcus aureus |
| Sintoma comum | Ponto escuro sob a pele ou pústula | Pústula ou pápula vermelha |
- Queratose Pilar: “Pele de galinha” nos braços e coxas, causada por excesso de queratina, não por infecção.
- Hidradenite: A foliculite e a hidradenite supurativa são condições que podem ser facilmente confundidas por apresentarem lesões vermelhas e dolorosos na pele. Na hidradenite do tipo cicatrizante, as inflamações são mais profundas e deixam marcas permanentes, ocorrendo em cerca de 7% dos pacientes. Enquanto a foliculite comum atinge apenas o pelo, essa forma de hidradenite destrói o folículo e cria cicatrizes ou túneis sob a pele. O diagnóstico diferencial é essencial porque o tratamento de uma simples infecção de pelo não resolve as lesões crônicas da hidradenite. Como as feridas podem parecer idênticas no início, é preciso observar se as inflamações são recorrentes e se resultam em endurecimento da região. Identificar essa variação cicatrizante precocemente evita danos estéticos e funcionais mais graves ao longo do tempo. Leia mais sobre a Hidradenite em: Hidradenite: Definição, Causas, Tratamentos e 5 Diferenças Com os Furúnculos.
- Foliculite Eosinofílica: A Foliculite eosinofílica é mais comum em pessoas com a imunidade mais baixa, como pacientes vivendo com HIV, em uso de imunossupressores ou, mais raramente, em bebês. Costuma causar muita coceira e lesões ao redor dos pelos, principalmente no rosto, couro cabeludo e tronco.


Diferenças entre foliculite e acne vulgar: explicação detalhada.
A foliculite e a acne vulgar são frequentemente confundidas por causarem “espinhas”, mas suas origens e localizações são distintas. A foliculite é uma inflamação ou infecção que ocorre diretamente no folículo piloso, geralmente causada por bactérias ou fungos, podendo surgir em qualquer parte do corpo que tenha pelos. Já a acne vulgar está ligada à unidade pilossebácea (glândula de gordura + pelo) e é influenciada por alterações hormonais, excesso de sebo e o acúmulo de queratina.
Enquanto a acne é mais comum no rosto, peito e costas, a foliculite aparece com frequência em áreas de atrito, como coxas, nádegas e virilha. Visualmente, a foliculite costuma apresentar uma pequena pústula centralizada exatamente onde o pelo sai, muitas vezes acompanhada de coceira. Na acne, observamos uma variedade maior de lesões, como cravos (comedões), cistos profundos e nódulos, que raramente coçam, mas podem ser bem dolorosos. O tratamento também muda: a acne foca no controle da oleosidade e hormônios, enquanto a foliculite exige cuidados com a higiene e, às vezes, o uso de antibióticos ou antifúngicos específicos.
Manifestações de cada tipo de Foliculite.
Foliculite Bacteriana: O Inimigo Número 1
A infecção bacteriana é a causa líder. O S. aureus (estafilococo) pode viver no nariz de pessoas saudáveis sem causar problemas, mas se entrar no folículo, causa inflamação.
- Manifestações: Pústulas foliculares e pápulas inflamadas que podem coçar ou ser dolorosas.
- Sicose da Barba: É uma forma profunda de foliculite bacteriana na área da barba, apresentando placas vermelhas e pústulas dolorosas.
Foliculite da “Banheira Quente” (Pseudomonas)
Ocorre após contato com água contaminada devido a níveis inadequados de cloro ou pH.
- Manifestações: Manchas vermelhas, pápulas ou pústulas que coçam muito, surgindo de 8 a 48 horas após a exposição, principalmente em áreas cobertas pelo traje de banho.
Foliculite Fúngica: Quando o Antibiótico não Funciona
Muitos pacientes tratam a foliculite com pomadas antibióticas sem sucesso porque a causa é um fungo.
- Malassezia (Pityrosporum): Causa bolinhas uniformes, que coçam muito, localizadas principalmente no peito, costas e ombros. É comum em climas quentes e úmidos e em pessoas que suam muito. Leia mais sobre o fungo Malassezia e a Pitiríase Versicolor em: Pano Branco (Pitiríase Versicolor): É Contagioso? Coça? Há Cura Para Casos Crônicos? Um Guia Com Sua Causa, Tratamentos e Tempo Para As Manchas Brancas Sumirem.
- Granuloma de Majocchi: Uma forma profunda de infecção fúngica, comum em mulheres que raspam as pernas e têm micose prévia nos pés ou unhas.
Foliculite por Demodex: O Fator “Ácaro”
O Demodex é um parasita comum. A foliculite ocorre quando há uma superpopulação desses ácaros. Frequentemente, assemelha-se à rosácea, com bolinhas vermelhas na face e pescoço. Suspeita-se dela quando o tratamento padrão para acne ou rosácea falha.
Fatores de Risco. O que leva a pessoa a ter foliculite?
De acordo com as evidências mais recentes, alguns comportamentos e condições aumentam as chances de desenvolver o problema:
- Uso de banheiras ou piscinas mal cloradas: Risco de Pseudomonas.
- Uso prolongado de antibióticos orais: Pode levar à foliculite gram-negativa.
- Imunossupressão: Aumenta a suspeita de causas fúngicas, virais ou por Demodex.
- Depilação e raspagem dos pelos: Cria microtraumas que facilitam a entrada de bactérias
Hábitos de higiene e vestuário que favorecem o quadro
A higiene da pele desempenha um papel crucial na prevenção. O acúmulo de suor, oleosidade e células mortas cria o ambiente perfeito para a proliferação de microrganismos indesejados.
O uso de roupas muito justas ou feitas de tecidos sintéticos também contribui significativamente para o quadro. Essas peças impedem a transpiração adequada, gerando atrito constante contra a pele e abafando a região, o que facilita a obstrução dos poros.
O impacto da depilação e do barbear
O trauma mecânico é um dos gatilhos mais comuns para a inflamação. A depilação com cera ou o uso frequente de lâminas pode causar microlesões que facilitam a entrada de agentes infecciosos.
Afinal, a Foliculite é contagiosa?
A ideia de que a foliculite é contagiosa gera muitos mitos que precisamos esclarecer hoje. É muito comum que pacientes cheguem ao consultório preocupados se podem transmitir o problema para familiares ou amigos.
Na verdade, a condição em si não é considerada contagiosa como uma gripe ou um resfriado. O que ocorre, na realidade, é a transferência de agentes infecciosos, como bactérias ou fungos, que desencadeiam a inflamação no folículo piloso.
Mitos e verdades sobre a transmissão
Um dos maiores mitos é acreditar que o simples contato físico com alguém que possui foliculite pode causar o surgimento das lesões em você. Isso não é verdade, pois a inflamação depende de uma porta de entrada na pele e da presença de microrganismos específicos.
A verdade é que a transmissão acontece principalmente através do compartilhamento de objetos de uso pessoal. Quando você utiliza itens que tiveram contato direto com a pele de outra pessoa, pode estar facilitando a passagem desses agentes infecciosos.
Cuidados necessários para evitar a propagação em ambientes compartilhados
Para manter a saúde da sua pele, é fundamental adotar hábitos de higiene rigorosos, especialmente em locais como academias, clubes ou salões de beleza. O compartilhamento de lâminas de barbear, toalhas úmidas e até pincéis de maquiagem é um risco real.
Nunca compartilhe objetos de higiene pessoal, mesmo com pessoas próximas. Além disso, certifique-se de que os equipamentos de depilação em salões sejam devidamente esterilizados antes de cada uso.
Em academias, utilize sempre uma toalha própria sobre os aparelhos e evite o contato direto da pele com superfícies que possam estar contaminadas. Pequenos cuidados diários são a melhor forma de prevenir que a foliculite se torne um problema recorrente em sua rotina.

Opções de tratamento para Foliculite
Recuperar a integridade da pele após uma inflamação folicular é um processo que combina paciência e os cuidados certos. O tratamento para foliculite varia conforme a extensão da área afetada e a causa subjacente do problema.
É fundamental buscar orientação profissional para identificar se a causa é fúngica ou bacteriana. Apenas um especialista pode indicar a conduta mais segura para o seu tipo de pele.
Cuidados caseiros e medidas de alívio imediato
Para casos leves, medidas simples podem ajudar a reduzir o desconforto e acelerar a cicatrização. A aplicação de compressas mornas sobre a região afetada ajuda a drenar o pus e aliviar a dor local.
Manter a área limpa com sabonetes antissépticos é uma prática essencial. Evite o uso de roupas apertadas que causem atrito, pois isso pode agravar a irritação e impedir a recuperação natural dos folículos.
Tratamentos tópicos prescritos por especialistas
Quando a inflamação é persistente, o médico pode recomendar o uso de medicamentos de aplicação local. Antibióticos tópicos são frequentemente utilizados como primeira linha de combate à foliculite bacteriana.
“A eficácia do tratamento tópico depende diretamente da adesão do paciente às orientações médicas e da aplicação correta do produto na área afetada.”
Esses fármacos atuam diretamente na eliminação de bactérias como o Staphylococcus aureus, que costuma ser o principal agente causador da infecção. O uso deve ser contínuo, conforme o tempo determinado pelo dermatologista.
Abordagens sistêmicas para casos recorrentes
Em situações onde a infecção é profunda ou apresenta recidivas frequentes, o uso de antibióticos orais torna-se necessário. Essa abordagem sistêmica visa eliminar o foco da infecção de forma mais abrangente no organismo.
É importante ressaltar que a automedicação é perigosa e pode gerar resistência bacteriana. Siga sempre a dosagem e o período de tratamento prescritos para garantir a eficácia total.
Descolonização de S. aureus.
A descolonização é um procedimento preventivo indicado para pessoas que sofrem com quadros de foliculite ou infecções de pele que vão e voltam com frequência, mesmo após o uso de antibióticos.
O objetivo não é tratar a inflamação atual, mas sim reduzir a quantidade de bactérias — principalmente a Staphylococcus aureus — que vivem naturalmente em certas partes do corpo, como as narinas, axilas e região inguinal. Em algumas pessoas, essas bactérias se acumulam em excesso, tornando-se uma fonte constante de novas infecções.
Quando o procedimento é indicado?
- Recorrência frequente: Quando o paciente apresenta vários episódios de foliculite em um curto período (geralmente 3 ou mais vezes ao ano).
- Falha no tratamento comum: Quando as lesões melhoram com remédios, mas reaparecem assim que o tratamento é interrompido.
- Prevenção de complicações: Para evitar que a foliculite evolua para problemas mais graves, como furúnculos ou abscessos.
Como é feita?
O processo geralmente envolve o uso de sabonetes antissépticos específicos no corpo e a aplicação de pomadas antibióticas dentro das narinas e em outros locais que abrigam a bactéria por um período determinado (geralmente de 5 dias/mês, por 6 meses). O foco é “limpar” os reservatórios onde as bactérias se escondem para que o ciclo de reinfecção seja finalmente quebrado.
Procedimentos estéticos auxiliares
Para quem busca saber como tratar foliculite de forma preventiva, a laserterapia é uma excelente aliada. O laser reduz a densidade dos pelos e evita que eles encravem, diminuindo drasticamente as chances de novas inflamações.
- Depilação a laser: Reduz o atrito e a necessidade de lâminas.
A foliculite pode ser controlada com sucesso quando combinamos o tratamento medicamentoso adequado com hábitos saudáveis. A constância é a chave para manter a pele saudável e livre de inflamações.
Estratégias eficazes de prevenção
Para evitar que a foliculite retorne, siga estas recomendações:
- Roupas largas: Evite tecidos sintéticos e apertados que retêm o suor.
- Higiene pós-exercício: Tome banho e troque de roupa imediatamente após suar excessivamente.
- Cuidado ao barbear: Use lâminas novas, hidrate a pele antes e siga o sentido do crescimento do pelo.
- Manutenção de piscinas: Garanta que os níveis de cloro e pH de sua piscina ou banheira estejam sempre corretos.
Pequenas mudanças na rotina podem transformar a saúde da sua pele. A prevenção de foliculite é um processo contínuo que exige atenção aos detalhes, garantindo que o folículo piloso permaneça livre de obstruções e infecções.
Cuidados pré e pós-depilação
A depilação é um dos momentos mais críticos para quem sofre com o problema. Antes de remover os pelos, certifique-se de que a pele esteja limpa e levemente esfoliada para remover células mortas.
Os cuidados pós-depilação são fundamentais para acalmar a região. Utilize produtos calmantes, como loções com aloe vera ou camomila, e evite o uso de cremes muito oleosos que podem obstruir os poros. Lembre-se sempre de usar lâminas novas e bem afiadas para evitar cortes e irritações desnecessárias.
Escolha de tecidos e produtos para a pele
O contato constante com tecidos sintéticos pode abafar a pele e favorecer o surgimento de quadros, especialmente a foliculite na virilha. Opte por roupas íntimas de algodão, que permitem a transpiração adequada e mantêm a área seca.
Além disso, a escolha de produtos de higiene da pele deve ser criteriosa. Dê preferência a sabonetes com pH neutro e evite cosméticos com fragrâncias fortes ou álcool, que podem ressecar e sensibilizar a barreira cutânea.
Rotina de higiene para peles sensíveis
Manter uma higiene da pele rigorosa é o pilar central para evitar a recorrência da foliculite. É essencial restringir o uso de objetos de uso pessoal, como toalhas e esponjas, que não devem ser compartilhados com outras pessoas.
- Lave as mãos antes de tocar em áreas sensíveis.
- Troque a toalha de banho regularmente para evitar a proliferação de bactérias.
- Mantenha a pele sempre limpa, mas evite banhos excessivamente quentes.
Adotar essas práticas simples ajuda a fortalecer a proteção natural do corpo. A prevenção de foliculite é, sem dúvida, o melhor caminho para evitar cicatrizes e garantir o bem-estar a longo prazo.
Quando procurar um dermatologista
Identificar o momento certo de buscar ajuda médica é fundamental para a saúde da sua pele. Embora muitos casos de foliculite sejam leves e desapareçam com cuidados básicos, algumas situações exigem a intervenção de um dermatologista qualificado para evitar que o quadro se agrave.
Sinais de alerta e complicações possíveis
É importante estar atento a sinais que indicam que a infecção está se tornando mais profunda ou resistente. Se você notar que as lesões estão aumentando de tamanho, tornando-se muito dolorosas ou apresentando calor local intenso, não ignore esses sintomas.
Complicações como furúnculos e carbúnculos podem surgir quando a inflamação atinge camadas mais profundas da derme. Nesses casos, a automedicação pode ser perigosa e retardar a cura necessária.
| Sintoma | Gravidade | Ação Recomendada |
|---|---|---|
| Pequenas pústulas isoladas | Baixa | Higiene local |
| Dor intensa e inchaço | Alta | Consultar médico |
| Febre ou mal-estar | Crítica | Busca imediata |
A importância do acompanhamento profissional para evitar cicatrizes
O acompanhamento profissional é essencial para garantir a integridade da pele a longo prazo. A foliculite recorrente, se não tratada corretamente, pode levar à destruição do folículo piloso e ao surgimento de cicatrizes permanentes ou manchas escuras difíceis de remover.
Um dermatologista pode prescrever tratamentos específicos, como antibióticos tópicos ou orais, além de orientar sobre procedimentos que evitam danos estéticos. Cuidar da sua pele com responsabilidade é o melhor caminho para manter sua autoestima e saúde em dia.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Foliculite é contagiosa?
Depende da causa. A foliculite bacteriana por S. aureus pode ser transmitida pelo compartilhamento de lâminas de barbear ou toalhas. A fúngica (dermatófitos) também pode ser contagiosa. Já a por Malassezia ou Demodex envolve microrganismos que já vivem na sua pele, portanto, não é “pega” de outros.
2. Posso espremer as bolinhas de foliculite?
Não. Espremer pode empurrar a infecção para camadas mais profundas da pele, causando abscessos ou cicatrizes permanentes.
3. Como diferenciar foliculite de pelo encravado?
O pelo encravado (pseudofoliculite) ocorre quando o pelo cresce para dentro da pele, causando inflamação sem necessariamente haver uma infecção inicial. A foliculite infecciosa é causada por um germe (bactéria, fungo, etc.) invadindo o folículo.
4. Por que minha foliculite sempre volta?
A recorrência é comum, especialmente se os fatores de risco (suor excessivo, roupas apertadas, técnicas de barbear inadequadas) não forem corrigidos. Algumas pessoas são portadoras crônicas de bactérias no nariz e precisam de tratamentos de descolonização

